1. avaliação dos portefólios analógicos, diários de projecto e nota de design de produto
2. exploração de ideias
1. avaliação dos portefólios analógicos, diários de projecto e nota de design de produto
Foram devolvidos após a sua avaliação os portefólios analógicos. Tendo como principais erros o esquecimento da cotação do método europeu à escala real e do espaçamento entre os quadrados, enquanto que esta avaliação foi feita pelo Professor Luís Conde, a Professora Ana Gonçalves esteve a avaliar, um a um, os diários de Projecto dos alunos todos.
No final foram-nos ditas as nossas avaliações finais do módulo de Design de Produto. Estarei entre o 18 e o 20.
2. exploração de ideias
Continuando a explorar ideias para a intervenção têxteis fiz os seguintes desenhos:
cobrir a garrafa com cera derretida de diferentes cores com simbolismos relacionados com o meu conceito
com uma intervenção em tecido de diferentes texturas e jogando o embate das cores frias com as cores quentes enverti a garrafa fazendo um jogo de equílibrio. INCOMPLETO
Explorei em casa uma intervenção sobre o diário de projecto:
feito em papel do tipo vegetal opaco cinzento, prata, celofan e tinta bordeaux.
representação plástica do passado.
tendo já uma ideia definida e desenvolvida comecei a realização objecto com intervenção de malha metálica deformada colada e estabilizada com cera derretida.
Do número 1 ao número 13 fizeram as suas apresentações orais nas quais falavam do seu conceito, mostravam o produto final do raid 3 e do retrato e relacionavam-no com o primeiro através de um powerpoint simples. No final das apresentações os Professores fizeram uma avaliação deste módulo dos alunos que tinham apresentado recolhendo já alguns diários de projecto.
2. edição do filme
Comecei então a editar o filme do meu grupo. Já o tinha quase terminado, porém como tivemos que repetir algumas cenas tive que voltar a encaixar tudo. No final da aula já tinha o filme pronto, excepto a banda sonora, pois a música em que tinhamos pensado era demasiado curta para o filme, tendo este também excedido do próprio tempo proposto pelos Professores.
1. continuação da realização dos retratos
2. raid 2
1. continuação da realização dos retratos
Alguns colegas que não tinham conseguido terminar os retratos na aula passada continuaram nesta o seu trabalho. Porém eu já tinha os meus feitos, ao que ajudei alguns colegas meus no seu trabalho.
2. raid 2
Após ter ajudado na realização dos retratos eu e mais alguns colegas fomos pela escola tirar fotografias para o raid 2.
1. conversa com os alunos sobre o filme de cada grupo
2. criação do storyboard de grupo
3. rodagem do filme
1. conversa com os alunos sobre o filme de cada grupo
O Professor Delfim Ramos falou com cada grupo procurando saber o conceito por detrás do filme e como pensávamos realizá-lo.
conceito:
A ideia do filme consiste no absurdo e na verdade presentes no sonho e na hipnose, através da mudança de patamares, das portas que abrimos para chegar à harmonia que encontramos na essência faz-nos colocar a seguinte questão: como saber o limite entre o sonho e o real?
Assim, o título trata-se da representação da cegueira em que nos encontramos primeiro, é a ignorância.
O reflexo é a chave de tudo, o sonho é um reflexo do nosso subconsciente, da verdade mais crua.
Assim modificámos algumas coisas e apresentámos o guião final:
GUIÃO FINAL
CENA 1
plano negro a piscar, alternando com branco.
aparece o título do filme a branco no plano negro.
CENA 2
mia sobe a passo rápido rua ingreme descalça, unhas pintadas em dois tons de azul diferentes e pernas e pés cobertos de pinturas, sempre de perfil,
plano médio dos pés aos joelhos em panorâmica horizontal.
CENA 3
muito grande plano das mãos de Joana a lavarem-se e tinta preta preta a sair com a torneira aberta.
plano de pormenor de mão a limpar o olho e este a abrir e a fechar.
grande plano frontal da joana com a cara manchada de tinta preta e meia molhada, Joana olha fixamente para a câmara com expressão vazia.
plano próximo em picado do lavatório com a água a correr e a torneira fecha-se fazendo a tinta preta ser puxada para o buraco.
CENA 4
muito grande plano do tabuleiro, passado um segundo a mão de Francisco surge e avança uma peça.
muito grande plano de Francisco de perfil a olhar para a frente, plano preto e enquadramento à esquerda. Três segundos depois leva a mão à boca e faz uma expressão pensativa retirando depois a mão.
muito grande plano do tabuleiro na mesma situação em que estava, passados dois segundos Francisco atira com as peças para o lado com o braço.
plano geral da situação, Francisco encara o seu reflexo num espelho com o tabuleiro de xadrez entre si, na mesa, do seu lado direito surgem as peças caídas; plano negro.
plano de pormenor duma peça a balonçar sobre si mesma na mesa.
CENA 5
plano próximo da mão de Mariana a subir no escuro em direcção a uma luz vermelha, quando quase lhe toca esta apaga-se – panorâmica vertical.
CENA 6
plano próximo de Mariana de frente a olhar fixamente para a câmara. depois fecha os olhos – câmara fixa
repetição de todos os pontos anteriores com Joana, Francisco e Margarida.
alternância de planos negros e planos brancos.
CENA 7
alternância de planos negros e brancos com os créditos.
2. criação do storyboard de grupo
A partir do guião o Professor fez um storyboard e depois nós desenvolvemos um mais pormenorizado:
1. storyboard do Professor
2. storyboard do grupo
3. rodagem do filme
O resto do tempo foi ocupado com as filmagens. Estas decorreram na sala com o auxílio do cromaqui, na casa-de-banho, na câmara escura e na entrada da escola. Apenas as filmagens na sala e uma parte na casa-de-banho tiveram o auxílio do Professor.
Nesta aula começámos de facto a dar forma aos nossos conceitos.
A partir de desenhos, planos, ideias levámos já os adereços, maquilhagem, etc necessários para a realização das fotografias.
A partir de desenhos que tinha feito, explorei as minhas ideias, peguei em vários aspectos e com determinadas mensagens e iniciei a sessão fotográfica:
A LOUCURA
nesta cadeira descontrolo-me por completo, perco noção do físico e do real.
subo a um patamar em que a exaustão física é sobreposta pela raiva emocional.
cada dúvida palpita em cada dedo.
os meus tendões rebentam com a tensão e a carne rasga-se com a violência.
agarro com todas as minhas forças esse papel sujo em que me escrevi.
(fotografia final - retrato da loucura)
adereços: folha de jornal - é o papel onde eu própria me escrevi, é escrito à máquina como algo falsamente pessoal e tem um lado de cor diferente como que uma dualidade dentro da ideia: a dúvida. está amachocado porque 'atingi' um limite, quebrei o racional, enlouqueci e já não me aceito a mim mesma como quem sou.
maquilhagem: verniz vermelho(o lado mais verdadeiro, mais duro) e verniz cinzento(lado menos claro, mais fácil) - representam a dúvida, cada dedo é uma alternativa dentro de uma perspectiva, a mão.
cenário: plano negro - ausência da luz, da realidade, da verdade.
iluminação: tirada com flash, focado na mão. fotografia escurecida no Photoshop de modo a ganhar uma vibração mais tensa
enquadramento: objecto principal no centro de modo a ganhar maior dinâmica e força, o braço em diagonal faz com que a postura se torne ainda mais rígida
modelo: Ana Abreu
O DESASSOSSEGO INTERIOR
digamos que é o espelho. Reflecte-se no bloqueio mental, com a incapacidade de progredir, neste caso de me aperceber dos detalhes mundanos mas cheios de palavras.
o ser humano torna-se o epicentro desta confusão. A angústia nasce da alienação perante a folha vazia, das folhas amolgadas postas de parte.
modelo - Francisco Trêpa
O GRITO PELA LIBERDADE
nesta cadeira grito até todas as minhas veias rebentarem.
grito com toda a raiva e desespero.
grito para fugir, grito para não enlouquecer, grito para me encontrar.
pego em todas as minhas angústias a danço com elas, numa dança violenta e crua.
assim, revolto-me contra mim mesma, procuro uma liberdade dentro da prisão que eu sou.
(fotografia final - retrato do grito)
adereços: lençól branco - estilhaços de erros, com eles dança pois sabe que apenas aprendendo com eles ultrapassará as barreiras
figurinos: camisola negra de mangas, leggins negras – luta do corpo perante o sofrimento da mente
maquilhagem: baton vermelho - alusão à dor física e emocional; cabelo solto – representa uma falsa liberdade de movimento, pois apesar do cabelo estar solto continua preso à cabeça
cenário: parede branca
iluminação: forte, imagem escurecida no Photoshop
cor: preto e branco em maior contraste com o tom da pele e do cabelo e ainda com vermelho da boca
enquadramento: central, a personagem ganha poder não só pelo seu movimento como pela colocação do seu corpo, sendo um quadrado e estando o corpo cortado dá uma perspectiva quase claustrofóbica e contraditória pois a ideia é que o corpo dance e se liberte.
APENAS LÁGRIMA
limito-me a toda a dor. reprimo-a nas lágrimas mais desoladoras, mais asfixiantes. no meio de todos estes cacos meus cortou as pontas dos dedos. assim, deito-me nesse manto nu e cru a que chamo de cadeira. sinto cada osso repousar na dureza e derramo essas lágrimas tão apertadas, tão contidas, tão pequenas.
(fotografia final - retrato do choro)
adereços: papeis – representação dos ‘cacos’, das memórias perdidas
figurinos: camisola negra de mangas, leggins negras – luto por si mesma
cenário: lençól branco – superfície dura e nua/verdadeira/pura
iluminação: luz branca, fotografia com filtros azul e violeta
cor: tons azulados e cinzentos para dar mais enfatização à mágoa
enquadramento: divisão da fotografia em duas metades, uma clara - a dos papeis e do lençól e uma escura - personagem, a personagem ganha maior enfâse estando numa posição de confronto com a outra metade e estando invertida o impacto do rosto e do corpo humano é de queda em continuação por ter o resto do corpo e do cabelo cortado
modelo: Mariana Cirurgião
CHORO (A)DENTRO
aqui presa, aqui trancada não posso mostrar a minha cara, até os meus olhos são uma máscara, não vá alguém ver como sou.
com os olhos não posso sorrir, apenas chorar.
mas um choro silencioso, jamais posso ser ouvida. jamais.
por isso choro para dentro, escondida por camadas de mentiras opacas.