A cada dia que muda, os meus olhos variam.
Expelem as minhas raivas e angústias, desejos e ambições.
Mas hoje estão vazios. O impossível aconteceu. Ou será melhor dizer o inevitável?
Desgasto-me cada segundo numa metamorfose lenta e suave que me envolve neste casúlo de silêncio.
Não desgosto mas este tempo que me isola com o passar dos minutos enrola-me num tear de medos e incertezas.
Os meus olhos estão escuros, estão sem vida numa ausência de conforto.